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domingo, 26 de setembro de 2010

Padre Antonio José Chamel

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Dezembro, 2005

De uma palestra para seminaristas diocesanos, proferida por Pe. Francisco Faus, Doutor em Direito Canônico pela Universidade de Barcelona, extraímos este prólogo:

“No dia da Ascensão, Cristo coloca os Apóstolos - os primeiros instrumentos vivos de Cristo sacerdote - em frente ao mundo, e os lança a ele, dizendo: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado [...] Os discípulos partiram e pregaram por toda a parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.” (Marcos 16, 15-16.20).

Esta é, sobretudo, a vocação dos sacerdotes seculares. Não é a vocação do monge, afastado do mundo, vocação sem dúvida alguma necessária e admirável, mas diversa da nossa. Por isso, é importante que os sacerdotes seculares (e também, neste ponto, os religiosos de vida apostólica e missionária, que trabalham no século) vejamos o mundo − que é o nosso campo − como Cristo o vê, com os olhos de Cristo.”

Temos entre nós alguns desses homens particularmente especiais, lançados por Deus ao mundo, a espreitar e a edificar sobre a terra com os olhos do próprio Cristo. Um deles, sem dúvida, é o nosso muito querido e muito amado pelos leopoldinenses, Padre Antonio José Chamel.

No dia 8 de dezembro de 1956 o primeiro Bispo da Diocese de Leopoldina, o legendário Dom Delfim Ribeiro Guedes, ordenava Sacerdote àquele jovem religioso que viria a ser, hoje, o boníssimo Monsenhor Antonio Chamel.

Padre Chamel, como costuma ser carinhosamente tratado na cidade, é membro de uma família exemplar composta de pai, mãe e cinco filhos. Nasceu no dia 29.01.1934, na cidade de São Geraldo, MG. São seus pais o Sr. Chamel José e Da. Gurra Habibi José, sendo ele o irmão mais moço do inesquecível mestre em História (do antigo Colégio Leopoldinense), escritor, historiador e membro da Academia Mineira de Letras, Professor Oíliam José. Conta, ainda, o Padre Chamel, os irmãos Miguel, Judith e Júlia.

Criado em família muito católica, vieram de sua mãe e de seus irmãos os primeiros exemplos de vida religiosa, recebidos. Era hábito da família rezar o terço de Nossa Senhora todas as noites e, um dos marcos mais importantes de sua existência – ele afirma – foi a Primeira Comunhão, momento a partir do qual passou a comungar todos os dias, acompanhado de sua mãe, que tinha o hábito da comunhão diária.

O Curso Primário ele o fez em Visconde do Rio Branco e, com apenas onze anos de idade, iniciou seus estudos no Seminário Menor de Mariana. Naquele Seminário cursou o ginasial e o segundo grau. Também no Seminário Maior de Mariana, cursou Filosofia e Teologia ao longo dos seis anos.

O nosso querido Padre Chamel está em Leopoldina desde 09 de março de 1957 e aqui sempre residiu desde o ato de sua ordenação. Já em 1957, em seu primeiro ano de sacerdócio, iniciou sua carreira de educador, no Seminário Menor Nossa Senhora Aparecida, que funcionava no atual prédio do Centro Pastoral Dom Reis. Em março de 1967 passou a também lecionar na Escola Estadual Professor Botelho Reis, educandário em cujo corpo docente permaneceu até o final do ano de 1991, quando aposentou-se do magistério.

Conta o Padre Chamel 49 anos de exercício constante do sacerdócio, atendendo por vários anos a Paróquia de Piacatuba, à qual está ligado há 30 anos, trabalhando na Igreja sede e nas quatro capelas filiais.
Como capelão do Asilo Santo Antonio, de Leopoldina, ali celebra missas há 27 anos.

O Padre Chamel ama esta nossa Leopoldina, que também é muito dele – e não apenas de coração – porque desde 09 março de 1990 tornou-se portador do título de Cidadão Leopoldinense, em merecida homenagem que lhe outorgou a Câmara Municipal.

Em sua longa jornada sacerdotal nesta Diocese de São Sebastião o Padre Chamel trabalhou com os 6 (seis) Bispos que passaram por Leopoldina. Gostou, indistintamente, de todos eles.

Entre os vários cargos que ocupou destacam-se os de Reitor e Ecônomo do Seminário Menor Nossa Senhora Aparecida, Professor do Seminário Menor Nossa Senhora Aparecida, Professor na Escola Estadual Professor Botelho Reis, Chanceler e Ecônomo da Diocese de Leopoldina, Pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário em Leopoldina, Pároco de Piacatuba, Administrador Paroquial das Paróquias de Angustura e de Santo Antonio do Aventureiro.

Sacerdote piedoso e culto, o Padre Chamel enfatiza que o que mais gostaria que acontecesse em Leopoldina seria ver o triunfo da mensagem de Cristo aceita como caminho natural e vida dos cidadãos e que a fé cristã pudesse ser partilhada pela maioria do povo. Eleva suas orações a Deus para que todos possam encontrar trabalho e o pão de cada dia. E que a chaga do desemprego desapareça de nossas vidas, impondo-se, sob a vontade suprema do Criador, o fim do medo, da insegurança e do egoísmo.
Para nós, leopoldinenses, Padre Chamel é um autêntico Padre da Igreja, no sentido que se davam àqueles grandes homens da Igreja que firmaram os conceitos da nossa fé, e enfrentam, hoje, as muitas dificuldades de um mundo em vertiginosas transformações de costumes e que se mantém fiéis e responsáveis pelo que chamamos de Tradição da Igreja.
Um mestre e um soldado da fé a reafirmar-nos a cada dia, com sua postura simples, piedosa e dedicada, as mensagens que Jesus nos legou através dos Apóstolos.
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(Publicada no jornal LEOPOLDINENSE de dezembro de 2005)

Um comentário:

  1. José do Carmos, sou ex-seminarista do Seminário Menor Diocesano N.S.Aparecida de Leopoldina.
    Estamos com um blog sobre o Seminário e estamos projetando um grande encontro de ex-seminaritas.
    Poe favor entre em contato comigo.
    Eduardo Henriques - momentosjf@uol.com.br

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